Brasil lança primeiros créditos de carbono por agricultura regenerativa nas Américas

Projeto pioneiro no Cerrado certifica créditos de baixo carbono

O Brasil conquistou um marco inédito nas Américas com a emissão dos primeiros créditos de carbono certificados por agricultura regenerativa. Primordialmente, o projeto foi desenvolvido no Cerrado brasileiro pela climate tech NaturAll Carbon, e representa um avanço histórico na valorização de práticas agrícolas que promovem regeneração do solo e remoção de carbono da atmosfera.

Dessa maneira, ao focar em práticas de manejo sustentável e captura de carbono no solo, a iniciativa abre uma nova frente no mercado voluntário de carbono da América Latina. É uma virada de chave para o agro brasileiro: o produtor rural passa a ser reconhecido como agente ativo na luta contra as mudanças climáticas.

Agricultura regenerativa com certificação internacional de créditos de carbono

O projeto da NaturAll Carbon é o primeiro nas Américas a emitir créditos certificados sob o padrão internacional Verra VM0042, voltado à agricultura regenerativa. A certificação garante que os créditos representam remoções reais, mensuráveis e permanentes de carbono da atmosfera.

Além disso, a climate tech utiliza sensores de solo, imagens de satélite e tecnologias de monitoramento remoto com inteligência artificial para quantificar o sequestro de carbono com alta precisão. Bem como, entre as práticas adotadas estão plantio direto, adubação verde e sistemas integrados agroflorestais, todos voltados à reconstrução da saúde do solo.

Impacto social e escala climática

Além de reduzir emissões, o projeto beneficia diretamente pequenos e médios produtores do Cerrado, que recebem por regenerar suas áreas produtivas. Segundo a NaturAll Carbon, essa abordagem combina rentabilidade, conservação ambiental e inclusão social.

A empresa projeta regenerar 10 milhões de hectares até 2030, colocando o Brasil na linha de frente da agricultura de baixo carbono.

Cerrado como potência da bioeconomia

O Cerrado brasileiro, segundo maior bioma do país, concentra grande parte da produção agrícola nacional e está entre as regiões com maior potencial de sequestro de carbono no solo. Projetos como este mostram que é possível produzir e regenerar ao mesmo tempo, ampliando o protagonismo do país na agenda global de clima.

Ao monetizar práticas regenerativas via mercado de carbono, o Brasil fortalece sua posição como fornecedor de soluções naturais baseadas em ciência, integrando agro, tecnologia e sustentabilidade.

Fontes: